O Brasil registrou em 2018 recorde de trabalhadores sem carteira assinada, e a informalidade atingiu o maior nível desde 2012, quando o IBGE começou a fazer sua atual pesquisa. O trabalho por conta própria, por exemplo, garantiu o sustento de praticamente um em cada quatro brasileiros (25,4%).

No ano passado, eram 11,2 milhões de empregados informais no setor privado, além de 23,3 milhões de pessoas trabalhando por conta própria. A soma desses dois números superou o total de empregados com carteira assinada no setor privado (32,9 milhões).

Em relação aos empregados domésticos, o país somou 6,2 milhões de pessoas nessa condição em 2018. Desse montante, menos de um terço (29,2%) tinha carteira assinada. É o menor percentual desde 2012. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua e foram divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (31).

Em relação aos empregados domésticos, o país somou 6,2 milhões de pessoas nessa condição em 2018. Desse montante, menos de um terço (29,2%) tinha carteira assinada. É o menor percentual desde 2012.

Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua e foram divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (31).

Renda Baixa, falta de segurança

Segundo o IBGE, o desemprego fechou 2018 em queda, algo que não acontecia havia três anos. A taxa média de desocupação foi de 12,3%, contra 12,7% em 2017. No ano passado, 12,8 milhões de brasileiros estavam sem emprego, menos que os 13,2 milhões de 2017.

“Desde o segundo trimestre de 2018, percebeu-se uma queda significativa da desocupação, o que seria uma notícia excelente não fosse o fato de ela vir acompanhada por informalidade. Ou seja, em termos de qualidade, há uma falha nesse processo de recuperação”, declarou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Segundo ele, a informalidade vem acompanhada por uma série de fatores desfavoráveis, como a falta de estabilidade, o rendimento baixo e a falta da segurança previdenciária.

 

Fonte: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2019/01/31/informalidade-desemprego-brasil-2018-pnad-continua-ibge.htm